Fabiano é motorista numa empresa de ônibus em São Paulo
Ontem, na Casa Verde, conversamos com o admirador da Viação Garcia, Fabiano O. Prado que nos contou sua história com a empresa. De acordo com Fabiano, estava com 5 ou 6 anos quando no período pré-escolar começou a desenhar os ônibus da Viação Garcia: "no prezinho, eu só desenhava ônibus da Garcia, aqueles ônibus da Nielson dos anos 80. Aos 07 anos, todo mundo tinha um caderno e faziam na primeira página um desenho. E, eu, desenhava um ônibus da Garcia! (risos). Na segunda e terceira série desenhava muitos ônibus da Garcia tanto que a professora ficou preocupada com os desenhos só da Garcia. Inicialmente, ela pensava que o meu pai trabalhava na empresa. Um dia, resolveu chamar minha mãe dizendo que os meus desenhos estavam atrapalhando os estudos. E, questionou a minha mãe que empresa era esta. A minha mãe só pode responder a minha professora que ninguém trabalhava na empresa. (risos). Entre a quarta e a quinta série, estava com 09 ou 10 anos, quando convenci o meu amigo da minha classe que a Viação Garcia era maravilhosa! Então, ficamos uma semana sem ir a escola, somente para irmos a rodoviária da Barra Funda para admirar os ônibus. Eu sabia que pegando tal ônibus de Taipas à Barra Funda não teria como me perder na cidade, porque era justamente o ônibus que a gente utilizava quando íamos viajar pela Garcia à Arapongas. Até que mandaram um bilhete a minha mãe. Com isso, me lembro que o meu pai havia comentado que iria trabalhar, mas, naquele dia, não foi. E, nos pegou (Fabiano e o amigo) no ponto de ônibus dizendo: '- vai onde?' Foi a minha primeira surra que levei do meu pai. (risos). Quando tinha 12 anos, minha família se mudou para Arapongas. Me lembro que arranjei um emprego na Sorveteria Sol. Então, o pessoal enchia os nossos carrinhos para vender sorvete na cidade. Quando dava meio-dia, todo mundo voltava para recarregar com mais sorvetes o carrinho, e, eu passava o dia todo na rodoviária de Arapongas, não vendendo nada, porque ia para admirar os ônibus. Eu tinha um caderno aonde marcava todos os prefixos dos ônibus que já tinha visto ou não e o seu número de vezes, da Viação Garcia e da Ouro Branco. No final da tarde, voltava cheio o meu carrinho, com a maioria dos sorvetes derretidos. Fora aqueles sorvetes que tomava. (risos). Passando um mês, a senhora Cidinha me disse que não iria mais encher o meu carrinho de sorvetes, porque estava estragando tudo e não vendia nada. E, ela me disse 'você é um azarado', (risos). Logo, a minha família e eu voltamos para São Paulo, aí ficou mais difícil de ver os ônibus da empresa. Em Arapongas, era bem mais fácil de ver eles (ônibus da Garcia). Uma vez meu irmão viu um toco de madeira e dele fez um ônibus da Garcia. Porém, estava muito rústico, com isso, o meu pai, depois, aprimorou ele, pintando e deixando muito parecido com o ônibus da Garcia. Esta miniatura ficou em Arapongas durante nossa mudança para São Paulo. Não encontrei mais. Para Fabiano a Viação Garcia é: a minha história! O meu futuro com Deus. Hoje ela é um projeto. Quero ainda trabalhar na empresa. Já sou motorista de ônibus. Me lembro quando entrei na primeira empresa de ônibus, e, mostrei o meu uniforme para minha mãe e para minha esposa, dizendo que era o passaporte para a Garcia! Nesse dia, todos choramos juntos. Me lembro, ainda muito pequeno, do articulado da Viação Garcia que viajei nos anos 80, que saia da Estação da Luz. Até hoje minha mãe me pergunta como que eu consigo me lembrar... Gosto de todos os ônibus, mas o meu preferido é o Busscar 360 e o 380 na pintura anos 90. A Garcia para mim, é vida! A minha, a sua, de todos aqueles que em algum momento precisaram dela. Em 2000, a minha avó havia falecido. E, às pressas, fomos para Arapongas, às 10h. Minha mãe chorava muito. O motorista perguntou por que ela chorava. Ela explicou o motivo. Ele disse meus sentimentos, porque era algo triste. Afinal, viajar é sempre causa de alegria. Na primeira parada, o motorista, que não me lembro o nome, perguntou se ela estava melhor. E, prosseguimos viagem. Ele fez o melhor que pôde durante todo o trajeto na estrada para chegarmos a tempo do velório. Quando chegamos, ele disse que esperava ter ajudado ela no que podia, e que sentia muito por minha avó. Outra história que faz parte da minha vida com a Viação Garcia é com a minha esposa Regina, (risos) no primeiro mês de namoro tudo perfeito, mas eu tinha o meu cronograma: visitar nos fins de semana a Barra Funda! Porque sou um apaixonado por ônibus. (risos) Aí comecei a prepará-la, (risos), convidei ela para sair num final de semana, e, depois do lanche, fomos para a Rodoviária da Barra Funda, ai terminou o sorvete, e, já eram 22 h, e, ela queria ir embora, e, aí eu disse na plataforma, só mais um pouco que está chegando o último ônibus. (risos). Aí ela disse: '- não acredito, a gente veio aqui só para ficar olhando o ônibus'. (risos). Era assim a minha rotina, trabalhava com ônibus, e, nos finais de semana ia para a Barra Funda, e, virou a nossa rotina! Namorávamos e víamos os ônibus da Garcia. (risos). A minha esposa foi comigo, agora, na VVR estava vá firme e forte. (risos). Ela sempre comenta que quando não estamos trabalhando, ao darmos um 'role', sempre acabamos parando e tirando foto na garagem da empresa ou na saída de alguma rodoviária. (risos) É o nosso momento de lazer. Mas, não esqueço a data em que nos conhecemos 08 de junho de 1997, estamos casados, felizes e com a Viação Garcia!" Por: Andréa Ribeiro
obrigado pela oportunidade de mostrar meu amor por viação garcia!
ResponderExcluirParabéns Fabiano, e Parabéns Garcia !!! bela historia !!!
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